sábado, 9 de março de 2013

INTERRUPÇÃO (texto em prosa - Jan)



Paixões e amores platônicos. 
Sociedade casamenteira.
Pais conservadores.
A alta sociedade local organizava o baile de debutantes anual do qual a mocinha participaria e depois do qual estaria pronta para viver socialmente a própria juventude. E, no processo, ela finalmente poderia conhecer a si mesma e dar-se a conhecer.
Mas, um acontecimento interceptou o caminho daquela mocinha do interior e deu um inesperado traçado à sua história:
Era 1964 quando surgiu, naquela pequena cidade, aquele mocinho da cidade grande, que provocou arrepios naquela mocinha do interior e ela nem via outros pretendentes ou pretensos pretendidos.
O sorriso do moço bem empregado conquistou a todos os familiares da mocinha, os quais lhe “franquearam” ingresso nas respectivas casas. Numa época de incertezas políticas e morais, é até compreensível que as famílias fossem casamenteiras...
Passou-se algum tempo e a mocinha  ficou noiva do mocinho, que assim compromissado, voltou para a cidade grande por um longo período.
Longo período em que ambos trocavam cartas românticas e ansiosas. 
Longo período, no qual a mocinha terminou o estudo secundário, costurou e bordou o próprio enxoval, experimentou novas receitas, enfim tornou-se uma perfeita dona de casa.
Quanto ao diploma de professora ficou esquecido sob panos de prato, lençóis, camisolas, etc.
Um dia, a mocinha do interior e o mocinho da cidade grande, casaram-se na igreja matriz da pequena cidade do interior.
E foram felizes... pelo tempo suficiente.

5 comentários:

  1. rsrsrsrs muito bom. Acho que se fazia muito o curso Normal(Pedagógico para ter melhor condições de ajudar os filhos. Assim seria miais um motivo de conhecer o outro lado do mundo.
    Beijos!!!!

    OBS: este blogger de Janice Adja não poderá entrar no seu blogger por ele ser possuidor de letrinhas que não vão a lugar nenhum. Apenas atrapalham.

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  2. Olá Jan,
    Fiquei aqui imaginando a cena e vendo a emoção e as expectativas da mocinha em relação ao mocinho da cidade.
    Ainda bem que ele era um rapaz sério (rs).
    Tudo de bom. Já estou por aqui.
    Beijos mil

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  3. Olá!
    Jan
    Tão bom ler textos assim!
    ...sequência natural...O amor é inocente e direto. Ele se deleita com o que vê e, quando puro, não reconhece objetivo que supere o deleite. Na vida tudo passa, e somente o amor prevalece e deve estar acima de tudo.O amor tudo entrelaça e sustenta...
    Meu carinho
    Boa noite
    Beijos

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  4. Que blog interessante Jan querida.
    Você sempre inovando, adorei, parabéns!
    Beijos no coração.

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  5. Passeando pelo seu cantinho o conteudo por aqui é uma preciosidade amiga. Parabens

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