domingo, 8 de junho de 2014

NO MOMENTO CERTO - é o oitavo capítulo do livro OI, BICHO! - Jan

VIII – NO MOMENTO CERTO

Minha separação tornara-se oficial. Decidimos vender aquele apartamento no qual morávamos, e comprei outro.
O sentimento de abandono se apoderou de mim e quase entrei em pânico. Mas Deus providenciou socorro...
Foi assim:

NOBREZA

Meu filho mais novo contava dez anos de vida quando eu e o pai dele optamos pelo divórcio.
Pouco tempo depois, Fábio foi presenteado, pelo pai, com um gatinho de dois meses de idade.
Para cuidar dele, Fábio pediu a minha ajuda. Demos ao gatinho o nome Theo.
O Theo cabia em uma das mãos do Fábio, era clarinho, peludinho e de olhos azuis: uma fofura!
Mais até do que a maioria dos gatos, ele era asseado desde pequeno: por puro instinto, fazia xixi e coco sempre dentro da bacia com areia higiênica e limpava as patinhas ao sair. Quando ele tinha um ano, levei-o a uma clínica veterinária, onde graças a uma intervenção cirúrgica simples e barata, perdeu o forte apelo sexual comum aos gatos.
O pequeno animal tornou-se o centro das atenções da casa, amenizando um pouco a dor da mutilação familiar.
Mais do que um presente para o “pequeno”, aquela criatura fora um presente do céu para todos nós...
Certamente uma ajuda divina para a situação incômoda que vivíamos.
O Theo cresceu acreditando que eu era a dona dele.
Apegou-se a mim. Quando eu saía, para levar os meninos a algum lugar, ele ia junto. Quando eu e colegas de faculdade nos reuníamos para estudar, ele ficava por perto.
Logo depois, fiquei doente e aquele gato revelou-se um amigo incondicional. Sem dúvida, o Theo caiu do céu!


Muitas vezes, a auto-estima e atitudes independentes, assim como sua confiança em mim, mostraram-me como agir em várias situações cruciais.

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