sexta-feira, 18 de julho de 2014

ADOÇÃO - assim intitulei o capítulo XIX do livro OI, BICHO!

XIX- ADOÇÃO

Num belo dia, recebi um e-mail de uma amiga, contendo anexa a foto de uma cadelinha de quatro meses chamada Luna e que estava disponível para adoção, aos cuidados de uma protetora.
A foto “piscou” para mim...

Adotei a Luna que era “menina de rua” e  está se transformando em “mocinha de família”.
Bem, vou deixar que a própria Luna conte sua saga.

A FADA

Vim ao mundo na primavera de 2007. Senti o aroma das flores desabrochando.
Num belo dia o perfume se intensificou e atingiu fortemente meu faro aguçado. Era uma fada que exalava perfume assim como as flores.
Tirando a mim e aos meus irmãozinhos da rua onde mamãe nos dera à luz, a Fada nos abrigou sem se importar com o fato de sermos apenas cachorrinhos de rua.
Ficamos ali por pouco tempo, pois a Fada ocupou-se em arranjar-nos um lar, onde pais humanos cuidariam de nós.
Fui adotada.
Cheguei ao novo lar e me senti feliz.
Mas aquela felicidade era “de mentirinha”, pois em poucos dias fui devolvida.
Fiquei muito triste, mas logo voltei a sentir o cheiro agradável da primavera. Novamente a Fada veio em meu socorro e arranjou outra família humana para mim.
Fui adotada pela segunda vez e lá fui eu, tendo uma nova mãe humana comigo e a esperança renovada... Naquele meu novo lar, os humanos queriam que eu me comportasse calma e educadamente, me castigavam duramente e eu só queria suportar tudo, antes que a esperança me abandonasse...
Eu me esforçava mas pouco adiantava, pois eu era uma filhotinha e carregava sapatos e roupas, já que sentia uma necessidade enorme e instintiva de brincar, chorar e roer.
Quando a minha barriguinha doía, eu me aliviava em qualquer lugar e os humanos me castigavam... Mas não tiveram a necessária paciência para me ensinar o lugar certo de fazer aquelas cacas. Se me ensinassem, eu teria me esforçado para aprender. Juro que sim!
Um dia: — Que decepção!
A atmosfera parecia poluída, pois o odor era de flores murchas...
Aqueles humanos, aos quais eu já estava aprendendo a amar, me devolveram àquela fada...
Acho que os humanos deveriam pensar mais antes de se decidirem a adotar um cão.
Para nós da espécie canina, amar é natural, pois o amor cai do céu sobre nós quando nascemos e temos uma necessidade quase vital de exercitá-lo. Assim, todos os outros sentimentos que temos vem do amor, mesmo que alguns humanos não acreditem que apenas reagimos às ações humanas.
Novamente, senti aquele odor de flores frescas. Só poderia ser a minha madrinha Fada... E era! Fiquei esperançosa, pois me senti amparada.
A Fada me levou para uma casa grande, onde pessoas usando roupas brancas cuidaram de mim. Ali a disciplina era rígida, mas aqueles humanos respeitavam os animais.
Um dia me trouxeram para um novo lar e senti aquele perfume de flores.
Agora estou aqui...
Tenho um irmão canino bem grande que cuida de mim e me ensina muita coisa. Noite dessas, meu “irmãozão” olhou para o céu e em seguida para mim:
—“Você é branquinha como a luz da lua.”
—É... Talvez seja por isto que me chamam de Luna.
Acho que estou me transformando numa fada, pois às vezes sinto perfume de flores... vou ser a “Fada da Lua”.




Faz seis anos 
que a Luna está aqui. 
Ela já sofreu uma cirurgia ortopédica bastante cruenta e outra nem tanto.




A garra, a força, o otimismo e a alegria de viver dessa cadelinha são contagiantes.











Somos privilegiadas por termos uma à outra.

4 comentários:

  1. Que lindo minha querida
    felicidade sempre pra vc e para a Luna
    que é uma boa companheira
    Abraços de carinho pq adorei esse post

    Abraços de sempre
    └──●► *Rita!!

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  2. Verdade Rita, a Luna é uma excelente companhia, além de ser um exemplo de resiliência...

    Abração
    Jan

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  3. Oi Jan :)
    'Luna' é um nome lindo, e fiquei encantada
    com a história de superação dessa 'mocinha de família'!
    Bjs e feliz dia do amigo \o/

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  4. A Luna é encantadora mesmo, Clau!
    Ela me cativa a cada dia. ;-)

    Parabéns pra nós pelo Dia do Amigo.

    Abração
    Jan

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